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04 dezembro 2009

NOSSO CORPO E A SAÚDE

Nosso corpo é uma verdadeira máquina, formado por trilhões de células perfeitamente organizadas em tecidos e órgãos que diariamente executam uma perfeita sinfonia de funcionamento.

É comandado pelas glândulas que secretam hormônios e pelo sistema nervoso, que emite impulsos que permitem nosso pensamento, nossos movimentos, nossa respiração e funcionamento cardíaco.

Em sua grande maioria, nascemos com corpos perfeitos. Há, com certeza, aqueles que nascem com doenças, as chamadas doenças hereditárias ou aquelas adquiridas durante a gestação. Mas, esses, são a minoria.

Este corpo perfeito que recebemos é um verdadeiro presente de Deus, e deve ser tratado com respeito e cuidado.

Muito se fala dos cuidados com o corpo físico. É uma grande evolução para o ser humano, pois até meio século tal conhecimento era restrito aos profissionais de saúde.

Atualmente, muitos programas de televisão e rádio, e muitas revistas de grande circulação dedicam atenção à prevenção de doenças.

Hoje já se discute em família, entre amigos, entre colegas de trabalho, o que fazer para manter o organismo em melhor funcionamento.

Alimentação saudável e exercícios físicos estão entre os mais conhecidos itens, não faltando quem tenha uma receita pronta para ensinar aos amigos.

No entanto, apesar de um maior acesso ao conhecimento, em pleno século XXI, ainda vemos grande número de doenças causadas por hábitos errados de vida e de alimentação, e aquelas causadas por vícios.

Cabe a nós, que já temos tal conhecimento, difundi-lo e levá-lo a quem não o tem.

Cabe a quem tem o conhecimento ensinar e manter uma vida saudável na família, ensinando as crianças a cuidar de seu corpo, a manter hábitos saudáveis, a se gostar de verdade, sem os artifícios da vaidade excessiva.

Cabe aos pais zelosos a orientação aos filhos adolescentes para que se alimentem sem excessos e sem privações absurdas em nome da aparência. Para que evitem as drogas, o álcool, o cigarro, as noites insones.

Sem dúvida, esses pais que guiam seus filhos na estrada da vida devem ser o exemplo daquilo que ensinam, mudando seus hábitos e, realmente, vivendo de maneira mais saudável.

Cabe aos educadores, nas escolas, ensinar e dar o exemplo, a respeito dos cuidados para com a saúde.

É responsabilidade, também, do poder público, campanhas que falem sobre a prevenção de doenças, e o acesso a exames preventivos. Mas, de nada adiantam tais medidas se cada pessoa, isoladamente, não quiser se cuidar.


Agradeçamos a Deus, diariamente, esta máquina perfeita e maravilhosa que é nosso corpo, mais precisa do que qualquer máquina que a tecnologia humana já tenha criado.

E, em agradecimento, cuidemos deste corpo, de forma a termos saúde para atingir nossos objetivos pessoais e espirituais, e para que vivamos mais tempo e com mais energia para cuidar de nossos amores.
Colaborador: Júnior Carvalho

VOCÊ SABIA?

Como Reagimos ao Parar de Fumar?
20 minutos – Pressão arterial e freqüência cardíaca voltam ao normal.
8 horas - (CO) e (O2) voltam ao normal.
24 horas – Começa a reduzir o risco de infarto agudo do miocárdio.
48 horas – Terminações nervosas começam a se regenerar.
72 horas – Respiração fica mais fácil (Brônquio relaxamento), aumenta a capacidade pulmonar.
2 a 3 meses - Aumenta e facilita a circulação sanguínea (Caminhar toma-se mais fácil).
1 a 9 meses – Diminuição da tosse, congestão nasal, fadiga e falta de ar, movimento ciliar brônquico volta ao normal, limpando os pulmões. Aumentando assim a capacidade física.
1 ano - O imenso risco de doenças cardíacas coronarianas, cai para metade de quando se era um fumante habitual.
5 anos – A possibilidade de desenvolver um câncer de pulmão cai pela metade.
5/10 anos - O risco de um derrame cerebral é o mesmo de quem nunca fumou, o risco de câncer de boca, garganta e esôfago também.
10 anos - A morte por câncer de pulmão toma-se similar a dos não fumantes. As células pré-cancerosas são substituídas. reduz-se a quase zero os riscos de câncer na boca, garganta, esôfago.

PERDÃO E AUTOPERDÃO

Toda vez em que a culpa não emerge de maneira consciente, são liberados conflitos que a mascaram, levando a inquietações e sofrimentos sem aparente causa.
Todas as criaturas cometem erros de maior ou menor gravidade, alguns dos quais são arquivados no inconsciente, antes mesmo de passarem por uma análise de profundidade em torno dos males produzidos, seja de referência à própria pessoa ou a outrem.
Cedo ou tarde, ressumam de maneira inquietadora, produzindo mal-estar, inquietação, insatisfação pessoal, em caminho de transtorno de conduta.
A culpa é sempre responsável por vários processos neuróticos, e deve ser enfrentada com serenidade e altivez.
Ninguém se pode considerar irretocável enquanto no processo da evolução.
Mesmo aquele que segue retamente o caminho do bem está sujeito a alternância de conduta, tendo em vista os desafios que se apresentam e o estado emocional do momento.
Há períodos em que o bem-estar a tudo enfrenta com alegria e naturalidade, enquanto que, noutras ocasiões, os mesmos incidentes produzem distúrbios e reações imprevisíveis.
Todos podem errar, e isso acontece amiúde, tendo o dever de perdoar- se, não permanecendo no equívoco, ao tempo em que se esforcem para reparar o mal que fizeram.
Muitos males são ao próprio indivíduo feitos, produzindo remorso, vergonha, ressentimento, sem que haja coragem para revivê-los e liberar-se dos seus efeitos danosos.
Uma reflexão em torno da humanidade de que cada qual é possuidor permitir-lhe-á entender que existem razões que o levam a reagir,quando deveria agir, a revidar, quando seria melhor desculpar, a fazer o mal, quando lhe cumpriria fazer o bem...
A terapia moral pelo autoperdão impõe-se como indispensável para a recuperação do equilíbrio emocional e o respeito por si mesmo.
Torna-se essencial, portanto, uma reavaliação da ocorrência, num exame sincero e honesto em torno do acontecimento, diluindo-o racionalmente e predispondo-se a dar-se uma nova oportunidade, de forma que supere a culpa e mantenha- se em estado de paz interior.
O autoperdão é essencial para uma existência emocional tranqüila.
Todos têm o dever de perdoar--se, buscando não reincidir no mesmo compromisso negativo, desamarrando- se dos cipós constringentes do remorso.
Seja qual for a gravidade do ato infeliz, é possível repará-lo quando se está disposto a fazê-lo, recobrando o bom humor e a alegria de viver.
...
Em face do autoperdão, da necessidade de paz interior inadiável, surge o desafio do perdão ao próximo, àquele que se tem transformado em algoz, em adversário contínuo da paz.
Uma postura psicológica ajuda de maneira eficaz e rápida o processo do perdão, que consiste na análise do ato, tendo em vista que o outro, o perseguidor, está enfermo, que ele é infeliz, que a sua peçonha caracteriza-lhe o estado de inferioridade.
Mediante este enfoque surge um sentimento de compaixão que se desenvolve, diminuindo a reação emocional da revolta ou do ódio, ou da necessidade de revide, descendo ao mesmo nível em que ele se encontra.
O célebre cientista norte-americano Booker T. Washington, que sofreu perseguições inomináveis pelo fato de ser negro, e que muito ofereceu à cultura e à Agricultura do seu país, asseverou com nobreza: Não permita que alguém o rebaixe tanto a ponto de você vir a odiá-lo.
Desejava dizer que ninguém deve aceitar a ojeriza de outrem, o seu ódio e o seu desdém a ponto de sintonizar na mesma faixa de inferioridade.
Permanecer acima da ofensa, não deixar-se atingir pela agressão moral constituem o antídoto para o ódio de fácil irrupção.
Sem dúvida, existem os invejosos, que se comprazem em denegrir aquele a quem consideram rival, por não poderem ultrapassá-lo; também enxameiam os odientos, que não se permitem acompanhar a ascensão do próximo, optando por criar-lhes todos os embaraços possíveis; são numerosos os poltrões que detestam os lidadores, porque pensam que os colocam em postura inferior e se movimentam para dificultar-lhes a marcha ascensional; são incontáveis aqueles que perderam o respeito por si mesmos e auto-realizam-se agredindo os lidadores do dever e da ordem, a fim de nivelá-los em sua faixa moral inferior...
Deixa que a compaixão tome os teus sentimentos e envolve-os na lã da misericórdia, quanto gostarias que assim fizessem contigo, caso ainda te detivesses na situação em que eles estagiam.
Perceberás que um sentimento de compreensão, embora não de conivência com o seu erro, tomará conta de ti, impulsionando-te a seguir adiante, sem que te perturbes.
Sob o acicate desses infelizes, aos quais tens o dever de compreender e de perdoar, porque não sabem o que fazem, ignorando que a si mesmos se prejudicam, seguirás confiante e invencível no rumo da montanha do progresso.
Ninguém escapa, na Terra, aos processos de sofrimento infligido por outrem, em face do estágio espiritual em que se vive no Planeta e da população que o habita ainda ser constituída por Espíritos em fases iniciais de crescimento intelecto-moral.
Não te detenhas, porque não encontres compreensão, nem porque os teus passos tenham que enfrentar armadilhas e abismos que saberás vencer, caso não te permitas compartilhar das mesmas atitudes dos maus.
Chegarás ao termo da jornada vitoriosamente, e isso é o que importa.
O eminente sábio da Grécia, Sólon, costumava dizer que nada pior do que o castigo do tempo, referindo-se às ocorrências inesperadas e inevitáveis da sucessão dos dias. Nunca se sabe o que irá acontecer logo mais e como se agirá.
Dessa forma, faze sempre todo o bem, ajuda-te com a compaixão e o amor, alçando-te a paisagens mais nobres do que aquelas por onde deambulas por enquanto.
...
Perdoa-te, portanto, perdoando, também, ao teu próximo, seja qual for o crime que haja cometido contra ti.
O problema será sempre de quem erra, jamais da vítima, que se depura e se enobrece.
Pilatos e Jesus defrontaram-se em níveis morais diferentes.
A astúcia e a soberba num, a sua glória mentirosa e a sua fatuidade desmedida.
A humildade real, a grandeza moral e a sabedoria profunda no outro, que era superior ao biltre representante do poder terreno de César.
Covarde e pusilânime, Pilatos não lhe viu culpa, mas não o liberou, porque estava embriagado de ilusão sensorial, lavando as mãos,em torno da Sua vida, porém, não se liberando da responsabilidade na consciência.
Estóico e consciente Jesus aceitou a imposição arbitrária e infame,deixando-se erguer numa cruz de madeira tosca, a fim de perdoar a todos e amá-los uma vez mais, convidando-os à felicidade.
Perdoa, pois, e autoperdoa-te!
Colaborador: Júnior Carvalho

17 novembro 2009

EDUCAR SENTIMENTOS

Todos os sentimentos partem do espírito, mas existem os bons e os maus. Os sentimentos puros são elevados, criam ambiente de alegria e felicidade e tornam as criaturas valorosas e apreciadas. Os maus sentimentos atestam inferioridade e às vezes são indício de baixa espiritualidade; essas criaturas vivem sempre irritadas, mal-humoradas, criam ambientes infelizes, tétricos.
Uma criatura dotada de bons sentimentos é querida, estimada e respeitada. Alimentar os bons sentimentos é afastar os maus. Portanto, é dever de todas as criaturas, principalmente aquelas que têm filhos a educar, em formação do caráter, nunca criarem um ambiente de infelicidade para os filhos. Estes devem ver o semblante de seus pais sempre desanuviado e nunca os ouvirem pronunciar palavras rancorosas. Quando os pais percebem em seus filhos a inclinação para os maus sentimentos, devem ter o máximo cuidado de corrigi-los, a fim de os fazer desaparecer.
A espiritualidade se demonstra sempre pelos sentimentos que os espíritos irradiam. Todos os espíritos encarnam para resgatar faltas, crimes praticados em encarnações anteriores. Ninguém fica impune. Por isso se diz que deve haver reflexão, para que não sejam praticadas más ações.
Toda criança demonstra os sentimentos que possuía na última encarnação, e não há melhor oportunidade do que a da infância para combater os maus sentimentos, para corrigi-los, a fim de que os espíritos comecem a aproveitar o seu tempo, nesta encarnação.
É de máxima necessidade que os pais tenham cuidado com os seus filhos. Sempre que possam, observem as suas tendências espirituais para ajudá-los ou para corrigi-los a tempo. Ensinar à criança é gravar em mármore; aquilo que na infância ensinardes aos vossos filhos, estará gravado para sempre em seu espírito; não deveis esquecer-vos de que há espíritos dóceis e espíritos rebeldes; para os espíritos dóceis há sempre facilidade de os induzir ao caminho do bem. Os espíritos rebeldes com dificuldade se os guiam para o caminho da virtude e do bem, mas nem por isso devem os pais desanimar. Seu dever é trabalharem para fazer com que eles enveredem para o bom caminho.
A rebeldia do espírito é sempre uma demonstração da necessidade de correção, para ele se espiritualizar. Há quem não acredite na reencarnação do espírito, nem tampouco na evolução espiritual através das encarnações. Entretanto, se quiserem pensar e raciocinar, verificarão que é um fato.
Há espíritos que se recordam de coisas passadas numa existência longínqua e, quando na infância, revelam coisas que fazem meditar aos pais. Há espíritos que em corpo de criança demonstram temperamentos de velhos, de criaturas experimentadas, raciocinando com acerto, tendo por vezes frases de um certo alcance que fazem a admiração dos que os ouvem. São espíritos de fato velhos que desencarnaram há bem pouco tempo, e que têm certas reminiscências da vida passada.
Há, portanto, necessidade de se cuidar carinhosamente da educação desses espíritos, da sua formação moral, pois, da formação do indivíduo depende o seu êxito na vida. Da boa formação espiritual da criança depende o seu futuro. E como todos os pais desejam a felicidade dos seus filhos, é preciso que procurem desde já tudo fazer para que eles sejam felizes no futuro, para que eles sejam fortes, para que eles vençam na vida.
Tenham, pois, o máximo cuidado na educação dos seus filhos, saibam dar-lhes não só o pão, mas também a educação, lembrando-se sempre de que o futuro dos filhos depende da educação, depende dos princípios que os pais lhes puderem dar agora.
Tudo na vida tem a sua explicação racional, e não podemos deixar de fazer sentir que, apesar de pais cuidadosos educarem convenientemente os seus filhos e apesar de muitas vezes possuírem muitos filhos, educando-os todos da mesma forma, há uns que não seguem a mesma rota dos outros; esses são os espíritos rebeldes, aqueles espíritos renitentes a quem dificilmente conselhos e educação dos pais podem produzir efeitos. Mas não devem por isso os pais deixar de cumprir o seu dever, porque não há regra sem exceção e quanto mais cuidado tiverem na formação espiritual dos filhos melhor cumprirão os seus deveres e nunca terão remorsos de haverem guiado inconvenientemente os filhos no caminho da vida
Colaborador: Júnior Madruga

VOCÊ SABIA?

O fantasma de Dante indicou o local.
Como foi recuperada parte do manuscrito de A Divina Comedia. Quando, em 1321, Dante Alighieri morreu, não foi possível encontrar partes do manuscrito de sua obra-prima, A Divina Comédia. Durante meses os seus filhos Jacopo e Piero, revistaram a casa e todos os papeis do pai. Tinham desistido da busca quando Jacopo sonhou que vira o seu pai vestido de branco e inundado de uma luz etérea. Perguntou à visão se o poema fora completado. Dante acenou afirmativamente e mostrou a Jacopo um local secreto no seu antigo quarto. Tendo como testemunha um advogado amigo de Dante, Jacopo dirigiu-se ao local indicado no sonho. Por detrás de um cortinado fixado na parede encontraram um postigo. No interior do esconderijo havia alguns papeis cobertos de bolor. Retiraram-los cuidadosamente, e os limparam com uma escova e coseguiram ler as palavras de Dante. Assim completou "A Divina Comédia". Se não fosse uma visão fatasmagórica surgida num sonho, um dos maiores poemas do Mundo teria provalmente permanecido incompleto". (Fonte - Seleções de Readers Digest)

OS PEQUENOS DA RUA

Nesse pequeno que passa, roto e sujo, pela rua, caminha o futuro. É a criança filha de ninguém, o garoto sem nome além de menino de rua.
Passa o dia entre as avenidas da cidade, as praças e por vezes nos amedronta, quando se aproxima.
Ele não vai à escola e todas as horas observa que se esgotam os momentos da sua infância.
Você atende os seus filhos, tendo para eles todos os cuidados.
Esmera-se em lhes preparar um futuro, selecionando escola, currículo, professores, cursos. Acompanha, preocupado, os apontamentos dos mestres e insiste para que eles estudem, preparando-se profissionalmente para enfrentar o mercado de trabalho.
Você auxilia os seus filhos na escolha da profissão, buscando orientá-los e esclarecê-los, dentro das tendências que apresentam.
Você se mantém zeloso no que diz respeito à violência que seus filhos podem vir a sofrer, providenciando transporte seguro, acompanhantes, orientações.
São seus filhos. Seus tesouros.
Enquanto seus filhos crescem em intelecto e moralidade, aqueloutros, os meninos de rua prosseguem na aprendizagem das ruas, maltratados e carentes.
À semelhança dos seus filhos, eles crescerão, compondo a sociedade do amanhã. A menos que pereçam antes, vítimas da fome, das doenças e do descaso.
Cruzarão seus dias com o de seus rebentos e, por não terem recebido o verniz da educação, as lições da moral e o tesouro do ensino, poderão ser seus agressores, procurando tirar pela força o que acreditam ser seu por direito.
Você se esmera na educação dos seus e acredita ser o suficiente para melhorar o panorama do mundo.
No entanto, não basta. É imprescindível que nos preocupemos com esses outros meninos, rotos e mal cheirosos que enchem as ruas de tristeza.
Com essas crianças que têm apagada, em pleno vigor, sua infância, abafada por trabalhos exaustivos, além de suas forças.
Crianças com chupeta na boca utilizando martelos para quebrar pedras, acocorados por horas, em incômoda posição.
Crianças que deveriam estar nos bancos da escola, nos parques de diversão e que se encontram obrigados a rudes tarefas, por horas sem fim que se somam e eternizam em dias.
Poderiam ser os nossos filhos a lhes tomar o lugar, se a morte nos tivesse arrebatado a vida física e não houvesse quem os abrigasse.
Filhos de Deus, aguardam de nós amparo e proteção. Poderão se tornar homens de bem, tanto quanto desejamos que os nossos filhos se tornem. Poderão ser homens e mulheres produtivos e dignos, ofertando à sociedade o que de melhor possuem, se receberem orientação.
Por hora são simplesmente crianças.
Amanhã, serão os homens bons ou maus, educados ou agressivos, destruidores ou mensageiros da paz, da harmonia, do bem. Você sabia?
Que é dever de todos nós amparar o coração infantil, em todas as direções?
E que orientar a infância, colaborando na recuperação de crianças desajustadas, é medida salutar para a edificação do futuro melhor?
Sem boa semente, não há boa colheita.
Enfim: educar os pequeninos é sublimar a humanidade.
Colaborador: Júnior Madruga.

08 outubro 2009

O PERDÃO E O AUTOPERDÃO

Caros irmãos, muita paz!!!
Aqui vai o texto - síntese a palestra proferida pelo palestrante e músico André Gayoso, no último sábado 19 de setembro, às 19h30 no GESE.

Palestra: O PERDÃO E O AUTOPERDÃO
Por Júnior Madruga

CONCEITO:
Perdoar: do lat. Med. Perdonare significa “desculpar”, “absolver”, “evitar”. É o estado de ânimo em que se encontra alguém, agravado por outrem, seu agressor, e sente-se desagra-vado. O pecado, na Religião é um agravo a Deus, e o perdão consiste em não considerar-se Deus agravado; ou seja, desagravo. (Santos, 1965)
O conceito de perdão, segundo o Espiritismo, é idêntico ao do Evangelho, que lhe é fundamento: concessão, indefinida, de oportunidades para que o ofensor se arrependa, o pecador se recomponha, o criminoso se libere do mal e se erga, redimido, para a ascensão luminosa. (Equipe FEB, 1995) Reconciliação – do lat. reconciliato, de reconciliare, cons-tituído por re = prefixo iterativo + conciliare = conciliar, trazer a um acordo significa res-tabelecimento de relações ou de acordo entre duas pessoas que se haviam desentendido. (Pequena Enciclopédia de Moral e Civismo)
Podemos enganar o mundo, ludibriar o nosso semelhante, escondernos por traz das aparências, mais jamais conseguiremos enganar, ludibriar ou nos esconder da nossa consciência....
É no subconsciente que estão inseridos todos os acontecimentos passados e os do futuro que ainda vamos viver. É através dele que somos levados a estar exatamente no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas, a fim de atender às nossas necessidades
evolutivas.
É ainda nele que estão gravados os nossos merecimentos e os nossos impedimentos, levando-nos a agirmos quase que automaticamente em direção das provações e experiências
necessárias ao nosso crescimento.
É o nosso cordão umbilical ligando-nos ao Criador ! É também através dele que acessamos a suprema inteligência que atua no universo cósmico de onde podemos subtrair valiosos conhecimentos de forma intuitiva.
O consciente se restringe apenas ao presente. O subconsciente, além de abranger o presente, abrange o passado e o futuro ! Na verdade, é o nosso super consciente !
Nada escapa a esse fiscal implacável das nossas vidas. A tudo registra, transformando em clichês etéreos que compõem nosso campo magnético ou campo de equilíbrio.
É nesse escaninho maravilhoso da nossa mente que Deus está presente com o Seu amor, com a Sua justiça e com a Sua misericórdia. Através dele, tudo sabe a nosso respeito.
Só a renovação constante dos nossos sentimentos é que pode alterar as gravações registradas no nosso subconsciente e, consequentemente, alterar nosso presente imediato e nosso futuro distante. Acreditar no perdão de Deus, sem a reparação dos nossos erros, é uma maneira infantil de avaliarmos a Sua grandeza.
O perdão de Deus está presente a cada encarnação que Ele nos concede, para reavaliarmos nossas atitudes e gozarmos da valiosa oportunidade de recomeçarmos onde paramos, ou reconstruirmos o que, impensadamente, destruímos no passado.

CARACTERIZAÇÃO DA OFENSA
Ofensa significa injúria, agravo, ultraje, afronta, lesão, dano. Causar mal físico a; ferir suscetibilidades. Ela depende do grau evolutivo tanto do ofendido quanto do ofensor, pois o ser espiritualizado não se envolve com picuinhas. Há que se considerar ainda a semântica
das palavras, pois muitos agravos vêm da má compreensão ou da má
interpretação daquilo que se disse.
Considerar-se injuriado depende também de nosso estado emotivo, de nossa situação financeira, do nosso estresse. Uma pessoa desempregada pode se sentir ofendido simplesmente porque a outra lhe manda trabalhar.

A MORTE NÃO NOS LIVRA DOS INIMIGOS
De acordo com os pressupostos espíritas, a morte não nos livra dos nossos inimigos, pois eles continuam vivos além-túmulos. Acontece que a ausência da vestimenta física é um elemento de maior facilidade para o ataque mental, isto é, através das interferências em
nossos mais secretos pensamentos.

PERDOAR É ESQUECER ?
Não. Perdoar é independente de esquecer. Uma coisa nada tem a ver com a outra, são coisas distintas – até porque não somos alienados. Temos no cérebro uma memória que registra todos os fatos, por isto quem perdoa não tem que, necessariamente, esquecer
do agravo sofrido. O que é preciso, na verdade, é esquecer no sentido de diluir a mágoa, a raiva ou o ressentimento que o fato gerou, caso contrário o perdão é superficial ou até mesmo ilusório.
Este tipo de esquecimento é extremamente benéfico para quem sofreu algum tipo de agressão, porque a energia gerada, a cada instante em que se revive o fato infeliz, aumenta a ferida que se formou e numa verdadeira roda viva acumula novo e desnecessário
sofrimento.
Tanto isto é uma verdade que a própria ciência da psicologia diz a todo instante, atestando que o esquecimento da mágoa por si só vale como uma excelente psicoterapia, pois que... O apego à ofensa propicia ao ofendido a oportunidade de carregar sozinho a chaga em que ela se constitui.
A diferença está naquele que realmente perdoa e consegue libertar-se daquela parte pesada da lembrança a ponto de não mais sofrer ao relembrá-la.

POR QUÊ ENTÃO, É TÃO DIFÍCIL PERDOAR ?
É difícil sim, porque somos seres ainda muito imperfeitos, com muito orgulho e egoísmo, que nos dificultam o relacionamento entre as pessoas.
Temos grande dificuldade em colocarmo-nos no lugar do outro, procurando perceber os sentimentos e emoções que o levam à ofensa. Muitas pessoas nem se conscientizaram da importância e da necessidade dessa ação para o conhecimento de si mesmas e dos
outros.
Temos dificuldades imensas em comunicarmo-nos, uns com os outros, de forma clara, expressando objetivamente nossos pensamentos e idéias. Quantas vezes ofendemos e somos ofendidos pela má expressão das nossas frases, por não nos fazermos
entendidos.
Como trazemos ainda, o mal dentro de nós, percebemos nos outros, com muito mais facilidade, os defeitos, o que nos impede de compreendê-los. Habituamo-nos a julgá-los, preconceituosamente, com exigências que não temos para conosco.

Vivemos durante inúmeras reencarnações considerando o perdão, a indulgência, a bondade como expressões de fraqueza, de covardia.
Entendíamos um dever vingarmo-nos sempre que nos julgássemos ofendidos.
Melindramo-nos, tão facilmente, por tão pequenas coisas, com as pessoas com as quais convivemos e até com as que amamos!... Por quê ?
Por estarmos, no presente, tentando desenvolver em nós as virtudes exemplificadas por Jesus, esforçando-nos para vivenciar o bem, mas, ainda, muito distantes dessa conquista, irritamo-nos, facilmente, com aqueles que, voluntária ou involuntariamente, nos
apontam nossos erros e enganos.
Gostaríamos que todos nos julgassem pelas nossas boas intenções e não pelas nossas atitudes e ações equivocadas. Porém, nós também, em relação aos outros, não nos esforçamos em compreender as suas dificuldades, os seus sentimentos e, queremos deles atitudes e ações que consideramos ideais, mas que ainda estão distantes de ser
desenvolvidas por nós, em nós.

POR QUÊ DEVEMOS PERDOAR ?
A primeira razão para perdoar encontra-se na constatação de que todos nós ainda somos imperfeitos.
Outras razões são a de que devemos perdoar para facilitar a convivência, o rela-cionamento entre nós e os outros. Todos desejamos ser felizes, viver e trabalhar em ambientes agradáveis, harmoniosos que proporcionem prazer, satisfação, paz e o per-dão recíproco, fraterno, de quem compreende que todos cometemos erros e, portanto, precisamos de indulgência, este perdão é o elemento capaz de transformar qualquer ambiente conturbado em ambiente prazeroso.

Vivemos em um mundo de ondas e vibrações que se cruzam, se atraem, se repelem conforme suas semelhanças e diferenças. Todo sentimento negativo, da tristeza ao ódio, pelas vibrações tensas e opressas que emitem, atraem outras semelhantes, de encarnados e
desencarnados.
Em nosso próprio benefício, pois, precisamos cultivar sentimentos nobres para, ao irradiá-los, atrairmos as irradiações boas. A mágoa, o rancor, a raiva, o desejo de vingança, que nos impedem de perdoar, nos priva também de atrair energias boas e agradáveis.Quando alguém nos magoa, nos agride, nos fere, o perdão é a nossa proteção contra o assédio das energias negativas.
Devemos perdoar sempre porque o perdão, mesmo quando unilateral, desfaz o senti-mento de animosidade. E no decorrer do tempo, na convivência nesta existência ou em futuras, através dos laços que se entrelaçam, o perdão terá sido a chave que abriu a porta
do coração à amizade, ao relacionamento afetuoso, transformando adversários em amigos.

QUEM NECESSITA DE PERDÃO ?
Todos nós, espíritos eternos, imperfeitos ainda como demonstram a complexidade de sentimentos e emoções contraditórios que se agitam dentro nós, levando-nos a erros e enganos.
Precisamos conseguir a consciência da necessidade do amparo mútuo e o perdão no dia-a-dia oferece ao que perdoa e ao perdoado a oportunidade de refletir sobre quem é, porque está aqui e para onde vai. O perdão no dia-a-dia leva-nos à humildade de reconhe-cermo-nos todos iguais, na origem e na destinação, nas possibilidades do desenvolvimento do nosso potencial, com as mesmas dificuldades de aprendizado.
Por quê então, sermos duros, exigentes, rigorosos com os outros e
indulgentes conosco ?

COMO APRENDER A PERDOAR ?
Perdoar é desculpar, não valorizando a ofensa, minimizando-a; é esquecer o mal recebido; é não sentir no ofensor um inimigo, mas uma pessoa com dificuldades pessoais.
Se alguém nos ofende, não o faz por maldade, mas por ignorância, significa, que quem nos ofendeu ignora, ainda não aprendeu a lição do respeito.
Sendo assim, haveremos de aceitar as pessoas como elas são; cheias de virtudes e defeitos. Não há perfeição, ainda somos imperfeitos.
Vamos sair da ilusão de que os outros devem ser perfeitos, principalmente quando agem conosco.
Muitos dizem: “Ah, eu me desiludi com aquela pessoa”. É claro! Sabem porquê ? Porque se iludiram com ela, pensando que esta seria perfeita o tempo todo. Provavelmente, notaram muitas virtudes e aí passaram a imaginar que aquela pessoa era um “anjo caído do céu”, mas quando esta mostrou os seus defeitos, veio a desilusão, o engano, a decepção. Aí muitos dizem que não conseguem perdoar porque estão muito magoadas. Porém, o problema não está no outro, pois era previsível que por mais especial que esta pessoa fosse, um dia acabaria agindo de forma diferente daquela que esperávamos. O erro está em nós, que não
aceitamos as pessoas como elas são.
Mas acima de tudo, em um grau elevado de evolução, perdoar é não se sentir ofendido, magoado, ferido pelo outro. Esse ideal a ser perseguido é não necessitar de perdoar porque vê no ofensor um irmão necessitado de ajuda, de compreensão, de amor.
É uma luta interna, invisível aos olhos alheios, por vezes muito difíceis e tanto mais difícil se torna para a pessoa dominada pelo orgulho e egoísmo.
Perdoar não é uma atitude, é o reconhecimento da própria Luz que está em nosso coração, é o desejo que o próximo reencontre sua verdadeira natureza.

AS RAZÕES LÓGICAS PARA O EXERCÍCIO DO PERDÃO
Em virtude de uma ofensa, lembremo-nos:
1) a reação é um direito que não pertence ao homem, mas só a Lei de Deus;
2) se desejamos justiça, estejamos certos: a reação da Lei é muito mais poderosa que as nossas.
3) Com nossa reação humana não afastamos e nem apagamos o mal, a não ser na aparência e provisoriamente, porque não eliminada a sua causa ele voltará para nós.
O correto seria agir da seguinte forma:
1) renunciar à vingança;
2) perdoar a ofensa;
3) esquecer de exigir justiça.
Se esquecermos de exigir justiça para o nosso caso particular, ele
acabará pertencendo à Lei e ficaremos livres de qualquer dívida.
(Ubaldi, 1982, p. 196-204)

AUTO-PERDÃO
Uma das fontes de auto-agressão vem da busca apressada de perfeição absoluta, como se todos devêssemos ser deuses ou deusas de um momento para outro. Aliás, a exigência de perfeição é considerada a pior inimiga da criatura, pois leva a alma a uma constante hosti-lidade contra si mesma, exigindo-lhe capacidades e habilidades que ela ainda não possui.
Se lutamos conosco nos condenando, exigindo de nós mesmos atitudes que estão acima das nossas forças, podemos estar apenas nos punindo, o que não será produtivo. No entanto, se nessa luta interior reconhecemos as nossas limitações e nos dispomos a caminhar, com confiança, progredindo, corrigindo as próprias atitudes na medida das nossas forças e apoiados na fé, então, sim, estamos nos concedendo o auto-perdão.
O sentimento de culpa é altamente prejudicial, pois, inconscientemente, passamos a nos punir durante toda a nossa vida, gerando distúrbios de comportamento, tais como:
isolamento, depressão, tristeza crônica, falta de cuidado com a saúde, com a aparência, desinteresse pela vida.
Muitas das doenças congênitas como paralisias, mudez e outras deficiências, quase sempre têm aí as suas origens, inclusive alguns casos de câncer que se manifestam ao longo da existência física. É ainda, nesse processo, que surgem o estigma e a zoantropia.
Não ter sentimento de culpa não significa que não devemos ter consciência das nossas dificuldades e limitações porque esta condição é indispensável para o processo de
reparação/renovação. O que não podemos é esterilizar a nossa capacidade de reação, como se a vida não tivesse de continuar de qualquer modo.
A auto punição fragiliza o espírito e abre caminho para a ação do obsessor, o auto perdão a auto compreensão, permite que o espírito reuna as suas forças e abra o caminho para o auxílio externo.
Deus nos perdoa sempre ! Nós é que ainda não aprendemos a nos perdoar.
Quando reencarnamos, trazemos as marcas das encarnações anteriores fortemente gravadas no nosso subconsciente. Muitas delas se configuram como um profundo sentimento de culpa em acentuado remorso pelos erros cometidos.
Deus não julga e nem condena ninguém; somos o nosso próprio juiz e carrasco. À medida que, a cada encarnação, aprimoramos o nosso senso de justiça, mais exigentes nos tornamos quanto ao cumprimento da lei em nós mesmos.
Da mesma forma que aprimoramos o nosso senso de justiça, ampliamos o nosso amor, deixamos de nos punir com o sofrimento e passamos a usar a caridade e o amor ao próximo
para cobrir a multidão dos nossos pecados.
Embora o nosso consciente não registre o processo auto-punitivo existente em nosso subconsciente, podemos exercer um trabalho consciente a fim de nos libertarmos desse processo altamente negativo. Deus não quer seus filhos entregues a um remorso excessivo tornando-os improdutivos, mas sim, ativos, buscando nas realizações louváveis o equilíbrio da própria consciência.
A auto-punição se acentua no período noturno, quando deixamos nosso corpo entregue ao devido descanso e assumimos temporariamente nossa super consciência.
Entretanto, se durante o período de vigília, exercitamos o autoperdão, essa atitude se refletirá nos momentos em que retomamos a super consciência, amenizando o rigor da auto-condenação.
Perdoar-nos resulta no amor a nós mesmos – o pré-requisito para alcançarmos a plenitude do “bem viver”.
Perdoar-nos é não importar-nos como o que fomos, pois a renovação está no instante presente; o que importa é como somos hoje e qual é nossa determinação de buscar nosso progresso espiritual.
Perdoar-nos é conviver com a mais nítida realidade, não se distraindo com ilusões de que os outros e nós mesmos “deveríamos ser” algo que imaginamos e fantasiamos.
Perdoar-nos é compreender que os que nos cercam são reflexos de nós mesmos, criações nossas que materializamos com nossos pensamentos e convicções íntimas.
Portanto, o auto-perdão é, o reconhecimento do erro cometido, mas, também, a disposição de levantar-se, corrigir o erro e seguir adiante, segundo a vontade de Deus.
Porém, embora exercitemos o auto-perdão, nenhum resultado alcançaremos se ainda alimentamos alguma mágoa por alguém, mas quando, mesmo sem exercitarmos o auto-perdão, conseguiremos perdoar aqueles que nos magoaram e fizermos do perdão uma
constante em nossas atitudes, automaticamente, estaremos caminhando em direção ao perdão de nós mesmos.

CONCLUSÃO
Concluímos que, quem não perdoa, carrega consigo, no mundo extra-corpóreo, a sombra e o remorso.
Apesar que o perdão nos é uma coisa difícil, a nossa resistência ao perdão verdadeiro é um problema para nós mesmos e não para aqueles com quem estamos ressentidos.
Mas, nem por isso deixemos de exercitá-lo.
Pois, seus benefícios são enormes, como: reduzir significativamente a ansiedade, a depressão, a hostilidade e aumenta a auto estima, a confiança e a esperança naquelas pessoas traumatizadas pelo ódio.
Além do que, aquele que perdoa, transpõe os pórticos da Espiritualidade, na morte do corpo físico, com a paz na consciência, a luz no Espírito, o consolo no coração.
Portanto, perdoar é amar a vida, amar a si mesmo, amar o próximo, pois nossa origem é simplesmente o amor.

Bibliografia:
Amor, Imbatível Amor – Divaldo P. Franco
Lições para a Felicidade – Divaldo P. Franco
Vida: Desafios e Soluções – Divaldo P. Franco
O Homem Integral – divaldo p. Franco
O Consolador – Francisco Cândido Xavier
Renovando Atitudes - Hammed

07 outubro 2009

VOCÊ SABIA?






O Presidente norte-americano Abraham Lincoln, que desencarnou em Washington, E.U.A., foi espírita e realizava sessões mediúnicas na Casa Branca?

A VERDADEIRA FELICIDADE

Nem sempre as pessoas se dão conta da existência de Deus. Não se lembram de louvá-lo pela bênção da vida e de agradecer por tudo que a Misericórdia Infinita oferece.
Parece que o mundo pertence aos homens, que tudo se resolve com a força do dinheiro e do prestígio, que a felicidade é uma questão de saldo bancário e que ninguém precisa de ninguém.
No entanto, o Homem é constantemente atingido por fatos e fenômenos cuja causa não pode controlar, desde os furacões e terremotos até a perda de entes queridos, a bancarrota financeira, a perda do emprego que sustenta o lar materialmente, as doenças incuráveis.
Nestas horas, torna-se mais fácil clamar pela ajuda de Deus.
Quando sofremos conseqüências inevitáveis de coisas que estão além da nossa compreensão, é como se precisássemos ampliar nosso entendimento até o rol das potências invisíveis, dos desígnios divinos, do destino e do sentido da existência.
É por isso que Delphine de Girardin (Espírito) escreve, e Kardec incluiu em O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO, que precisamos saber reconhecer a infelicidade real que se esconde, às vezes, sob a aparência do luxo e da prosperidade com as pessoas cegas pelos vícios e o egoísmo, enquanto que os tropeços e dificuldades da vida são, no fundo, passos largos que podemos dar no crescimento espiritual e no desenvolvimento das verdadeiras virtudes. Diz este Espírito: A infelicidade é a alegria,a fama, a agitação vã, e a louca satisfação da vaidade, que fazem calar a consciência que comprimem a ação do pensamento, que atordoam o homem sobre seu futuro...
Nada acontece sem a permissão de Deus, que não quer que nada de mau aconteça aos seus filhos. Em lugar da revolta contra o destino, aprenderíamos mais se refletíssemos sobre o significado daquele sofrimento que a vida nos está impondo, sobre a razão porque estamos sendo experimentados daquela forma e não de outra, sobre qual lição o Pai espera que tenhamos aprendido, ao fim de tudo.
O que aos nossos olhos parece uma tragédia - a falência, a doença grave, um longo período de desemprego, a desarmonia familiar - quando se vê pelo prisma da Vida Espiritual, pode ser a chance de um grande avanço no sentido do progresso que conduz à felicidade real, a qual só alcançamos quando, moralmente, nos transformamos para melhor.
Colaborador: Júnior Madruga

23 setembro 2009

SEXO NA ADOLESCÊNCIA

No que diz respeito à vida sexual, é praticada nos anos sessenta, no século passado, uma revolução nos países ocidentais.
Vai longe o tempo em que sexo era considerado algo pecaminoso, a ser exercida apenas para procriação, como os livros religiosos ensinaram.
Enfatizo a consciência livre. Não há proibições, considerando que a responsabilidade é apenas uma frágil planta onde cresce a liberdade. No entanto, sem amor, nada vale a pena, nem o sexo, nem o casamento.
Não contém a idéia geral dos lançamentos, já que tudo o que fazemos, dentro dos princípios de causa e efeito que nos governam terão uma conseqüência.
Tenho a liberdade de fazer aquilo que eu gosto, mas sempre responder aos meus esforços.
Diga-me, caro leitor, todos nós desfrutamos de estágio.
A mudança no comportamento inevitavelmente resultará em encargos, não sob a forma de castigo divino, mas as reações das nossas próprias consciências, considerando que foram programadas para o que é correto, justo, verdadeiro.
O mal sempre será uma transgressão da rota, um desvio, com regresso obrigatório caminhos para o bem. Tudo o que não for compatível com os desígnios divinos resultará em males tendentes a corrigir nossa rota.
Detalhe importante: as cobranças serão tanto mais severas quanto mais desenvolvido o Espírito em conhecimento, quanto mais amadurecido, mais capaz de distinguir o certo do errado, o Bem do mal.
Afinal, temos a liberdade de fazer exatamente ... o que Deus espera de nós!
Colaborador: Júnior Madruga

15 setembro 2009

A Importância do Auto-Conhecimento

Por que se conhecer ? Esta é uma pergunta que só você poderá responder. E este é um dos próprios motivos que me leva a olhar constantemente para dentro. É olhando para o nosso interior, exami-nando e transcendendo nossos padrões herdados de nossos pais, de nossos familiares e da própria cultura e sociedade que poderemos encontrar um sentido em nossas vidas, uma resposta para a pergunta que todos nós temos em nossa mente: "Para que estamos vivos ?"
O auto-conhecimento nos leva a uma profunda viagem ao nosso interior, fazendo nos compreender por que reagimos a uma determinada situação, tornando-nos capazes de fazer uma escolha mais consciente, que conseqüentemente nos levará há uma satisfação e sentido de vida cada vez mais significativo.
Desde a mais tenra infância, fomos criando "couraças" para proteger nossa verdadeira essência. Fomos adquirindo padrões sócio-culturais que quando são rígidos e inflexíveis bloqueiam nosso processo de desenvolvimento. Vamos "levando" a vida, escutando apenas o que os outros, a sociedade e os nossos padrões nos dizem para fazer, muitas vezes, não dando ouvidos à nossa própria voz que vem do nosso coração, do nosso interior.
Muitos nem sequer tem consciência dessa voz interior, outros tentam silenciá-la a qualquer custo. Estão ainda iludidos pelas pressões, deter-minações e medos impostos pela sociedade e pelo próprio ego: "Mas o que vão pensar de mim se eu fizer isto ?"
Certas pessoas têm medo do que pode vir a acontecer, mas esque-cem que a vida está presente no agora. E é no agora que o coração cla-ma para que o sigamos, para que confiemos nele, pois é ali que está a verdadeira evolução e o verdadeiro aprendizado, junto com a verdadeira satisfação.Assim, o auto-conhecimento nos leva ao desenvolvimento de nossa Consciência, transcendendo as "couraças" e indo em direção da nossa verdadeira essência de Amor.
Colaborador: Junior Madruga.

14 agosto 2009

VOCÊ SABIA?

O Ato de Fé de Barcelona, ocorreu numa manhã de outubro de 1861 em Barcelona na Espanha, milhares de pessoas se reuniram para assistir a queima de trezentas obras espíritas importadas da França pelo livreiro Lachâtre. O comandante da inusitada cerimônia era o Bispo Dom Antônio Palau Y Thermmens, que alegava serem as obras espíritas contrárias à fé católica. A cerimônia constava de um padre com uma cruz e uma tocha, um notário encarregado de redigir a ata, o ajudante do notário, um funcionário da superior administração aduaneira e pasmem, três serventes da Alfândega, encarregados de atiçar o fogo além de um agente da Alfândega, representando o proprietário das publicações que foram queimadas.

EVANGELHO NO LAR

Disse Jesus: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou no meio deles”. A “Reunião Evangelho no Lar” possibilita atender às orientações de Jesus, porquanto destina-se ao estudo dos Evangelhos, a fim de melhor compreender os seus ensinos e praticá-los.
Permite um momento de comunhão de idéias e sentimentos entre os familiares e Jesus, objetivando a conquista da harmonia da família. Permite ainda a formação de um ambiente de paz, propício à elevação espiritual.
Na Reunião Evangelho no Lar, deve-se estudar metodicamente o EVANGELHO. Para tal aconselha-se que esse estudo seja feito através de “O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO”, porque explica claramente inúmeras passagens evangélicas, as quais seriam ininteligíveis sem explicações.
Por este motivo, nessas reuniões, o EVANGELHO deve ser lido e estudado de forma metódica e sequente.
Desaconselha-se a sua leitura abrindo o EVANGELHO ao acaso, evitando-se assim, criar crendices supersticiosas, de que assim procedendo, os espíritos abrem na página apropriada para quem o abre, ou para os presentes, pois sabemos que em todas as demais páginas, nos advertem e nos orientam com toda objetividade.
Lembremo-nos de que a Reunião Evangelho no Lar visa possibilitar-nos maiores conquistas morais e espirituais, conseguimos mais facilmente a nossa reforma íntima, através do estudo do EVANGELHO, o que facilita expurgar de nós as crendices e as superstições que ainda nos acompanham e que tanto nos tem prejudicado.
A Reunião Evangelho no Lar deve revestir-se da maior simplicidade, sem uso de qualquer forma exterior, o que daria um cunho de liturgia e de ritual, incompatíveis com o ensino de Jesus e da Doutrina Espírita.
“Quem cultiva o Evangelho em casa, faz da própria casa um templo do Cristo.” André Luiz
Para a reunião deve-se obter o consenso dos familiares, convidando-os a estabelecer um dia da semana, qualquer dia, mas sempre o mesmo dia, também se escolherá uma hora, para que no mesmo dia e na mesma hora todos do lar estejam presentes, evitando-se assim, outro compromisso para aquele dia e hora.

A reunião se processará da seguinte forma:
1. Prece inicial: simples, breve e objetiva, de maneira que o coração fale mais alto do que as palavras;
2. Leitura de pequeno trecho do Evangelho: Lido sempre de forma seqüente e metódica;
3. Comentar o trecho lido: comentar não é discutir, e sim expor o pensamento de cada um, da maneira que entendeu. Todos devem participar;
4. Vibrações: Efetuar o recolhimento interior e emitir pensamentos e sentimentos elevados em favor dos que sofrem e para harmonização dos lares desajustados. Vibrar para o próprio lar;
5. Prece e encerramento: as mesmas recomendações feitas para a prece inicial.
As preces, a leitura e as vibrações devem ser feitas em rodízio.
A “Reunião Evangelho no Lar” não é uma sessão mediúnica ou de cura. Estas devem ocorrer nas Casas Espíritas.
Desaconselha-se o uso de velas, flores, toalhas brancas, defumadores, cujo uso passa a constituir uma cerimônia religiosa, um culto com objetos litúrgicos e um ritual incompatível com a pureza do Cristianismo e da Doutrina Espírita, que não comportam o culto exterior.
A Reunião Evangelho no Lar é, na verdade, uma Escola de Jesus onde se aprende a “Amar o próximo como a nós mesmos” e a “Deus sobre todas as coisas”.
Colaborador: Júnior Madruga

11 julho 2009

PROJETO MEMÓRIA ESPÍRITA PARAIBANA

O Projeto Memória Espírita Paraíbana é uma proposta apresentada por um dos colaboradores do nosso GESE, o espírita Vicente Gayoso, a qual foi aprovada na assembléia de Conselheiros da Federação Espírita Paraibana, realizada em abril/09, na qual foi proposto inserir nas progamações oficiais dessa Federativa a denominação de um vulto do espiritismo paraibano que se destacou no Movimento Espírita Paraibano, alguns com grande repercussão nacional e até internacional.

Assim, cada evento oficial da FEPb deverá ganhar um nome do homenageado, com um resumo biográfico do mesmo. A proposta visa à preservação da Memória do Movimento Espírita Paraibano, especialmente dirigidoàs novas gerações.

Exemplo: "CARAVANA LINS DE VASCONCELOS", para um evento no sertão paraibano. Isso porque o grande espírita, que empresta o seu nome ao auditório da sede da FEPb (CENTRO DE CONVENÇOES LINS DE VASCONCELOS), nasceu em Teixeira (27.03.1891), município encravado no interior deste Estado (cerca de 350Km de João Pessoa). Saiu dali muito pobre, no início do século XX para se tornar, nas décadas de 30/40, no maior comerciante no ramo de vendas de madeiras na então Capital Federal - Rio de Janeiro, aonde recebeu uma homenagem inédita, até mesmo entre os grandes vultos políticos da Paraíba: foi-lhe conferido o nome do BAIRRO LINS DE VASCONCELOS, localizado no Grande Méier, bastante conhecido naquela Capital carioca e também é nome de Avenida e ruas no Estado de São Paulo, cuja Capital foi a cidade em que desencarnou em 21 de março de 1952.

Esse notável personagem foi um verdadeiro ZAQUEU DO BRASIL, pelas obras espíritas que patrocinou desde a sede principal da FEB (RJ) até a contribuição financeira que resultou na construção do imóvel que serviu à Federação Espírita Paraibana, na "Lagoa" (Parque Solon de Lucena), em João Pessoa-PB. Isso, também, devido à grande divulgação da Doutrina Espírita que empreendeu nas Caravanas por ele patrocinadas por todo o País, inclusive neste Estado.

Outros espíritas paraibanos a serem homenagados: LEOPOLDO CIRNE, NAPOLEÃO LAUREANO, JOSÉ AUGUSTO ROMERO, entre outros.

QUEM FOI LEOPOLDO CIRNE?


Leopoldo Cirne, notável espírita brasileiro, nasceu na Paraíba, nas imediações do Município de Cabedelo, em 13 de abril de 1870 e desencarnou no Rio de Janeiro, em 31 de julho de 1941.

Foi Vice-Presidente da Federação Espírita Brasileira- FEB (RJ) até a desencarnação do seu titular, o célebre Dr. Bezerra de Menezes (11.04.1900), quando assumiu a presidência, dando continuidade à sua obra, com zelo e determinação.

Em sua gestão, iniciou-se a construção de uma sede própria para a FEB, inaugurada em 10 de dezembro de 1911. O seu trabalho destacou-se, não apenas como orador e gestor da Federação, mas pelo temperamento conciliador, fundamental para a unificação do Movimento Espírita no processo que resultou no Pacto Áureo (05.10.1949), sempre preocupado com a educação espírita, destacando-se como grande incentivador dos estudos sistematizados da doutrina. Pesquisador, tradutor de obras espíritas - traduziu obras de Léon Denis, publicadas pela FEB, também foi autor de “Memórias Históricas do Espiritismo”, “Doutrina e Prática do Espiritismo”, “A Personalidade de Jesus”, Anticristo”, “Senhor dos mundos”. Ao falecer, preparava “O Homem, Colaborador de Deus”, do qual faltava apenas um capítulo.

LEOPOLDO CIRNE é presença constante, na espiritualidade, atuando a serviço do bem, segundo narrações psicografadas por Chico Xavier, a exemplo da obra “Voltei” do Irmão Jacob (FEB) e contos de Humberto de Campos, Espírito. Nos últimos anos, LEOPOLDO CIRNE também é visto apoiando o movimento espírita paraibano seja na sede da Federação Estadual, seja no Centro Espírita que tem o seu nome, no bairro Jardim 13 de maio, em João Pessoa-PB, segundo os médiuns Divaldo Franco (BA), Raul Teixeira (RJ) e Gizélia Cirne (PB-CELC).
Fonte: Jornal TRIBUNA ESPÍRITA – CELC / pesquisas-net.

Colaborador: Vicente Gayoso

PESQUISA/CURIOSIDADES

ESDE PESQUISA/CURIOSIDADES
OFÍCIO DA FEB A SANTOS DUMONT

"Rio, 12 de Setembro de 1903. Prezado e ilustre patrício Sr. Alberto Santos-Dumont:
Consenti que ao coro de unânimes e afetuosas saudações, com que é justamente festejado o vosso regresso à pátria, se venha associar, por seus diretores abaixo assinados, a Federação Espírita Brasileira. E não vos pareça estranho, pela índole de suas cogitações, este testemunho da nossa Sociedade que, ao contrário, por força mesmo dos seus ideais espiritualistas e humanitários, não se pode de modo algum desinteressar das conquistas do século e dos benefícios que à causa do progresso humano trazem os seus colaboradores, em cujas fileiras vos reservou a Providência tão assinalado posto.
Filhos desta abençoada terra da Santa Cruz, cujos gloriosos destinos nem sequer pode sonhar a descuidosa geração contemporânea, é com verdadeiro interesse que temos acompanhado o vosso esforço perseverante, na absorção do gênio e da predestinação, por dotar a Humanidade com os benefícios dessa conquista, com que, imortalizando-vos, enobreceis ao mesmo tempo a nossa Pátria. Não enxergueis nestas expressões o intuito de vos estimular sentimentos de vaidade que, por fortuna vossa, parece serem alheios ao vosso espírito, revestido, ao contrário, da modéstia e do desinteresse característicos do verdadeiro missionário.
Se algum outro fim temos em vista, além das saudações fraternais que vos trazemos, é o de oferecer-vos, como um documento que particularmente nos parece dever interessar-vos, o número do Reformador de 1 de Agosto de 1883, jornal que no ano seguinte começou a ser órgão da nossa Sociedade, tal se conservando até agora, como vereis da coleção deste ano, que igualmente vos oferecemos.
Ali se encontra uma comunicação espírita, ditada quando apenas contáveis 3 anos de idade, a qual, recebida por um médium que ainda vive, parece que se entende convosco. Ignoramos quais sejam as vossas idéias acerca desta nova ciência que na gloriosa França, como por toda a parte, conta os mais esclarecidos e dedicados cultores. Sabemos, entretanto, pelas referências dos jornais a vosso respeito, que sois uma alma crente, alcandorando-vos nos transportes da prece, quando, nas arriscadas ascensões, expondes a vossa vida; e pois, sem nenhuma preocupação de proselitismo, temos unicamente em vista ministrar-vos esse esclarecimento acerca da providencialidade da vossa missão na Terra.
Ali se fala, é certo, de "pássaro mecânico", superior aos balões, meros "exploradores e precursores da admirável invenção". Não se entenderá, porém, com os balões cativos esta alusão? Assim nos parece, tanto mais que, não somente o vosso invento tem o valor da conquista definitiva do ar, como a data da comunicação confirma a anterioridade do vosso nascimento.
Guardai, pois, esse jornal, ao menos como uma afetuosa e espontânea recordação dos vossos irmãos espíritas do Brasil, e permiti-nos que, abraçando-vos, vos exortemos a que, de par com a simplicidade e modéstia que vos distingue, e tão bem vai nas almas crentes, conserveis sempre em Deus essa confiança, que é o segredo dos vossos triunfos, e serenidade de ânimo, e será o da vossa glorificação, não aos olhos dos homens, o que bem pouco vale, mas aos desse mesmo Deus, que é a nossa força, o nosso amparo e a razão única da nossa própria existência.
Se vos agradar continuardes a receber a nossa modesta folha, enviai-nos o vosso endereço em Paris.
E crede sempre nos cordiais e fraternos sentimentos dos vossos sinceros irmãos em Jesus.
Leopoldo Cirne, presidente; Geminiano Brazil de O. Goes, vice-presidente; Albino Gonçalves Teixeira, 1º secretário; Nilo Fortes, 2º secretário; Ulysses de Mendonça, 3º secretário; Pedro Richard, tesoureiro."
P.S.: LEOPOLDO CIRNE, posteriormente, recebe Santos Dumond na sede da FEB-RJ, ocasião onde lhe oferece uma comenda especial, para registrar a visita.
(Fonte: Reformador de setembro de 1956, p.12(200-13(201) – Artigo "A Predestinação de Santos Dumont", de Almerindo Martins de Castro.)
Colaborador: Vicente Gayoso

21 junho 2009

VOCÊ SABIA?

A fonte na qual se inspiraram os divulgadores das palavras, simplificadas, de Emmanuel (adotada inclusive pela ADE), a respeito da divulgação da Doutrina Espírita ("A maior caridade que se faz à doutrina espírita é sua divulgação."). Na verdade, Chico Xavier psicografou o seguinte:

"... o Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade - a caridade da sua própria divulgação. (Fonte: obra "ESTUDE E VIVA", cap. 40, Ed. FEB)

Obs.: Verifica-se que houve uma redução da frase original, talvez para aproveitar o efeito de marketing.

Colaborador: Vicente Gayoso

A INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL

O conceito de inteligência tem evoluído de forma acelerada. No início do século passado começou a ser difundida a idéia de um Quociente de Inteligência ou QI, que é uma espécie de organização neural que permite ao homem pensar de forma lógica e racional. A expressão se popularizou quando foram desenvolvidos testes psicológicos chamados “testes de inteligência” para adultos. O primeiro a desenvolver esse tipo de teste foi o psicólogo francês Alfred Binet (1905). Esses testes eram utilizados, principalmente, em processos de seleção de candidatos a empregos.

Posteriormente foram surgindo outras linhas de pesquisas contestando os testes de inteligência. Elas se baseavam na premissa de que os testes de QI mediam apenas as qualidades lógicas e lingüísticas, desconsiderando outras aptidões humanas. No âmbito profissional constatou-se de maneira prática que nem sempre os “mais bem dotados” intelectualmente eram os mais competentes para exercer determinadas funções. Na década de 80, o psicólogo e pesquisador norte-americano Howard Gardner propôs uma visão pluralista da mente, ampliando o conceito de inteligência única para o conceito de inteligências múltiplas. Uma inteligência dividida em diferentes competências que interagem.

Em 1995, a partir do trabalho do psicólogo Daniel Goleman, surgiu o conceito de Inteligência Emocional ou Quociente Emocional(QE). Segundo Goleman, é o Quociente Emocional que capacita o ser humano a reconhecer os seus sentimentos, a lidar com suas emoções, adequando-as às situações e colocando-as a serviço de um objetivo. Reconhecendo as próprias emoções o ser humano passa, conseqüentemente, a reconhecer as emoções do outro, criando inter-relações mais saudáveis. Sem desenvolver o QE não há como exercer o QI.

“A inteligência emocional é simplesmente o uso inteligente das emoções, isto é, fazer intencionalmente com que suas emoções trabalhem a seu favor, usando-as como uma ajuda para ditar seu comportamento e seu raciocínio de maneira a aperfeiçoar seus resultados”. GOLEMAN, Daniel, "Emotional Intelligence", Nova Iorque, Bantan Books, 1995

Como resultado de bilhões de anos de evolução, nossas emoções são potencialmente um sofisticado sistema interno de orientação, uma fonte valiosa de informações que nos ajudam na tomada de decisões. Um Quociente Emocional desenvolvido é de suma importância para o bom êxito profissional. O QE nos dá capacidade de adaptação, e é através dele que o Quociente Intelectual se expressa. O conceito de Inteligência Emocional revolucionou a forma de percepção da capacidade das pessoas para o trabalho.

Em meados do ano 2000, a física e filósofa norte-americana Danah Zohar, em parceria com o psiquiatra Ian Marshal, publicou o livro “QS – Inteligência Espiritual”. O livro fez emergir um novo conceito de inteligência: o “spiritual quocient” ou Quociente Espiritual (QS). Segundo os autores, o QS é a base necessária para que as outras Inteligências (QI e QE) operem de modo eficiente. A Inteligência Espiritual tem um poder de transformação que a diferencia das outras Inteligências, indo além da capacidade intelectual e emocional do indivíduo.

“É uma terceira inteligência que coloca nossos atos e experiências num contexto mais amplo de sentido e valor, tornando-os mais efetivos. Ter alto quociente espiritual (QS) implica ser capaz de usar o espiritual para ter uma vida mais rica e mais cheia de sentido, adequado senso de finalidade e direção pessoal. O QS aumenta nossos horizontes e nos torna mais criativos. É uma inteligência que nos impulsiona. É com ela que abordamos e solucionamos problemas de sentido e valor. O QS está ligado à necessidade humana de ter propósito na vida. Usamos o QS para desenvolver valores éticos e crenças que vão nortear nossas ações.”
Dra. Danah Zohar, em entrevista à jornalista Susana Naiditch, Revista Exame, 2001

O trabalho da Dra. Zohar tem sustentação em pesquisas científicas, feitas ao longo da última década, nas áreas de neurologia, neuropsicologia e neurolingüística. Nos anos 90, o neuropsicólogo Michael Persinger e o neurologista Vilanu Ramachandran, identificaram no cérebro humano (entre conexões neurais nos lobos temporais) um ponto que aciona a necessidade humana na busca do “sentido da vida”. O ponto foi denominado “O Ponto de Deus”. Através de escaneamentos feitos com topografia de emissão de pósitrons (antipartículas do elétron), os cientistas mostraram que a área se iluminava toda vez que os pacientes discutiam temas espirituais. Segundo a Dra. Zohar, “o Ponto de Deus mostra que o cérebro evoluiu para fazer perguntas existenciais, para buscar sentidos e valores mais amplos”.

O livro da Dra. Zohar causou um grande impacto no mundo corporativo que, segundo a própria Zohar, “passa por uma crise de sustentabilidade”. O modelo adotado pelo mundo dos negócios, baseado no lucro imediato, gerou uma cultura corporativa desconectada de valores mais profundos. O impacto negativo desse modelo reflete-se tanto na devastação ambiental, resultante de uma exploração predatória dos recursos naturais do planeta, quanto em desequilíbrios físicos e psicológicos nos indivíduos que trabalham ou que de alguma maneira são afetados por este modelo. “Há uma profunda relação entre a crise da sociedade moderna e o baixo desenvolvimento da nossa inteligência espiritual”.
Dra. Danah Zohar, em entrevista à jornalista Susana Naiditch, Revista Exame 2001

A crise à qual se refere Zohar é uma “crise de significados”. Uma crise espiritual que tem origem na falta de um sentido de vida baseado em valores e objetivos mais elevados. A Inteligência Espiritual não tem a ver com religião. É a inteligência que nos direciona em momentos de impasse, quando nos deparamos presos nas armadilhas dos nossos velhos padrões comportamentais, quando enfrentamos problemas com doenças físicas ou sofrimentos emocionais. É o Quociente Espiritual que nos mostra que temos problemas existenciais e nos fornece pistas de como solucioná-los. Desenvolver as qualidades do Quociente Espiritual é mudar a nossa orientação em termos de valores. Autoconsciência, aceitar a diversidade, crença no que se faz, capacidade em lidar com as adversidades, espontaneidade, capacidade de ir além dos interesses pessoais, procurando um sentido maior para as suas atitudes, questionar-se, visão holística, auto-controle e compartilhamento, são características de pessoas emocionalmente inteligentes. Entretanto, não deixam de ser competências necessárias no mundo empresarial. Da pequena e média empresa às grandes corporações.

Quando as empresas investem em trabalhos que busquem elevar o Quociente Espiritual dos seus funcionários, além de formar lideranças espiritualmente inteligentes, contribuem para uma mudança de paradigma, onde o conceito de lucro não se sustenta apenas em valores materiais, mas também em valores sociais e espirituais.

Em termos individuais Inteligência Espiritual é ir além dos questionamentos existenciais. É ir do aprender para o compreender, transformando conhecimento em sabedoria. É desenvolver o “sentido de pertencer”, ampliando a percepção de que toda a vida no planeta existe dentro de um grande círculo de relações, a grande teia da vida. Ter consciência disso é a forma mais elevada de espiritualidade.

Colaborador: Júnior Madruga

24 abril 2009

FRED MENEZES - Entrevista a RIE/2009

Fred,

Parabenizo o grande expositor/médium pela excelente entrevista na Revista Internacional de Espiritismo - RIE, n. 03, de abril/2009. Sempre destaco, nas turmas de ESDE e em nossas singelas palestras na Paraíba a sua linha doutrinária (Jesus-Kardec-Ciência), presente em todos os seus trabalhos.

Itapororoca "vibra" pela sua especial contribuição à Doutrina Espírita. Avante com Jesus e Marta!

GESE-Grupo Espírita Servidores do Evangelho
Itapororoca-PB

Blogueiro colaborador: Vicente Gayoso

ESTABILIDADE FAMILIAR

A estabilidade familiar parece hoje ameaçada.

Nos tempos que correm as pessoas casam-se por amor, mas muitas já não encaram o casamento como sendo para toda a vida. Outros, prevendo um amor de curta duração, optam por nem casar. Este tipo de amor efémero, que considero apenas carnal, ignora muitas vezes a necessidade de proteger e acompanhar os filhos, os quais, muitos deles, desde pequeninos se vão dividindo entre a casa do pai e a da mãe, sendo obrigados a adaptar-se a novas tentativas dos pais para refazerem as suas vidas amorosas.

Mesmo nas famílias que permanecem unidas, os pais não têm tempo para os filhos, sendo a educação destes deixada em mãos alheias desde pouco tempo após o nascimento.

Já nada é como dantes…

Os casais têm um filho, dois quando muito, ou nenhum, pois os tempos de hoje não permitem essas aventuras.
Encontram-se hoje mais famílias monoparentais do que famílias alargadas, constituídas por pais, filhos e avós.
O convívio com os mais velhos vai deixando de existir, pois estes, em muitos casos, são vistos como fardos e largados em lares de terceira idade.
Se não há tempo para os filhos, como haverá tempo para os pais nesta sociedade tão ávida de riqueza, sucesso e facilidades?

No entanto, é o bom relacionamento e entendimento entre as várias gerações desta comunidade de vida e de amor que permite um futuro feliz da sociedade.
Sabemos que não somos perfeitos. Mas se, apesar dos defeitos e das dificuldades de cada um, estivermos dispostos a cooperar, valorizando o amor de uns pelos outros acima de outros valores, como os económicos, de bem-estar e de prazer, tendo como prioridade a união e o entendimento entre todos os membros da família, esta manter-se-á unida e coesa.

Há pois que valorizar momentos de encontro e de diálogo entre os diversos membros da família, o exercício do amor e da ternura, o empenho na resolução dos problemas que sempre surgem, fazendo da família uma comunidade que seja lugar primordial da felicidade e da realização pessoal.
Só assim a família será de verdade a célula duma sociedade equilibrada, acolhedora e justa, onde todos nos sentiremos amados, seguros e felizes.

Acho que se não se conseguir inverter uma certa tendência para as facilidades, para o egoísmo, para o adormecimento das consciências que vão achando que tudo é normal… estamos a caminho de criar uma sociedade despudorada onde vale tudo.

Não era numa sociedade assim que eu gostaria que os meus netos nascessem!

Blogueiro colaborador: Dr. Júnior Madruga

05 abril 2009

WORKSHOP - CONSTELAÇÃO FAMILIAR


No dia 21 de Abril (Feriado-Tiradentes)


Será exibido no GESE o Workshop tema:

"CONSTELAÇÃO FAMILIAR"


PROGRAMAÇÃO:

O primeiro módulo começará às 14h00 e o segundo às 19h30m, com encerramento às 21h30m.


A entrada é franca.


Haverá sorteio de um livro de Divaldo Franco, pelo espírito de Joana de Ângelis.


Será um momento especial para as famílias.


LOCAL DO EVENTO E INSCRIÇÃO:

Livraria do GESE, Rua José Rodrigues de Carvalho, s/n - Centro - ITAPOROROCA-PB.


Procurar: Micaelle ou Gildete

Coordenador: Júnior Carvalho


Não Percam!



04 março 2009

O QUE É O ESPIRITISMO

ALLAN KARDEC, O CODIFICADOR DO ESPIRITISMO
Hippolyte Léon Denizard Rivail nasceu em Lyon, França, em 3 de outubro de 1804. Estudou em Yverdun (Suíça) com o célebre Johann Heinrich Pestalozzi, de quem se tornou um eminente discípulo e colaborador. Aplicou-se à propaganda do sistema de educação que exerceu tão grande influência sobre a reforma dos estudos na França e na Alemanha. Lingüista insigne, falava alemão, inglês, italiano, espanhol e holandês. Traduziu para o alemão excertos de autores clássicos franceses, especialmente os escritos de Fénelon (François de Salignac de la Mothe).

Rivail, o educador
Fundou em Paris – com sua esposa Amélie Gabrielle Boudet – um estabelecimento semelhante ao de Yverdun. Escreveu gramáticas, aritméticas, estudos pedagógicos superiores; traduziu obras inglesas e alemãs. Organizou, em sua casa, cursos gratuitos de química, física, astronomia e anatomia comparada.

Membro de várias sociedades sábias, notadamente da Academia Real de Arras, foi premiado, por concurso, em 1831, com a monografia Qual o sistema de estudo mais em harmonia com as necessidades da época? Dentre as suas obras, destacam-se: Plano apresentado para o melhoramento da instrução pública (1828); Curso prático e teórico de aritmética (1829, segundo o método de Pestalozzi); e Gramática francesa clássica (1831).

Kardec, o codificador
Foi em 1854 que o Prof. Rivail ouviu falar das mesas girantes, fenômeno mediúnico que agitava a Europa. Em Paris, ele fez os seus primeiros estudos do Espiritismo. Aplicou à nova ciência o método da experimentação: nunca formulou teorias pré-concebidas, observava atentamente, comparava, deduzia as conseqüências; procurava sempre a razão e a lógica dos fatos. Interrogou os Espíritos, anotou e ordenou os dados que obteve. Por isso é chamado Codificador do Espiritismo. Os autores da Doutrina são os Espíritos Superiores. A princípio, Rivail objetivava apenas sua própria instrução. Mais tarde, quando viu que tudo aquilo formava um conjunto e tomava as proporções de uma doutrina, decidiu publicar um livro, para instrução de todos. Assim, lançou O Livro dos Espíritos em 18 de abril de 1857, em Paris. Adotou o pseudônimo Allan Kardec a fim de diferenciar a obra espírita da produção pedagógica anteriormente publicada.

Em janeiro de 1858, Kardec lançou a Revue Spirite (Revista Espírita) e fundou a Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas. Em seguida, publicou O que é o Espiritismo (1859), O Livro dos Médiuns (1861), O Evangelho segundo o Espiritismo (1864), O Céu e o Inferno (1865) e A Gênese (1868). Kardec faleceu em Paris, em 31 de março de 1869, aos 64 anos, em razão da ruptura de um aneurisma. Seu corpo está enterrado no cemitério Père Lachaise, na capital francesa. Seus amigos reuniram textos inéditos e anotações de Kardec no livro Obras Póstumas, que foi lançado em 1890.

Nota da FEB: A biografia de Allan Kardec escrita por Henri Sausse é clássica. É publicada pela FEB no livro Obras Póstumas. Mas essa biografia contém algumas informações que não são confirmadas. Uma dessas informações, por exemplo, é a de que Allan Kardec teria sido médico. Pesquisas posteriores demonstraram que ele foi professor de Anatomia. Entretanto, isso em nada diminui o valor dessa bela biografia de Kardec. Até o momento, a mais completa biografia do Codificador do Espiritismo é o livro “Allan Kardec – O Educador e o Codificador”, de autoria de Francisco Thiesen e Zêus Wantuil, editada pela FEB.

HISTÓRIA DO ESPIRITISMO - HISTÓRICO
No século 19, um fenômeno agitou a Europa: as mesas girantes. Nos salões elegantes, após os saraus, as mesas eram alvo de curiosidade e de extensas reportagens, pois moviam-se, erguiam-se no ar e respondiam a questões mediante batidas no chão (tiptologia). O fenômeno chamou a atenção de um pesquisador sério, discípulo do célebre Johann Pestalozzi: Hippolyte Leon Denizard Rivail.

Rivail, pedagogo francês, fluente em diversos idiomas, autor de livros didáticos e adepto de rigoroso método de investigação científica não aceitou de imediato os fenômenos das mesas girantes, mas estudou-os atentamente, observou que uma força inteligente as movia e investigou a natureza dessa força, que se identificou como os “Espíritos dos homens” que haviam morrido. Rivail fez centenas de perguntas aos Espíritos, analisou as respostas, comparou-as e codificou-as, tudo submetendo ao crivo da razão, não aceitando e não divulgando nada que não passasse por esse crivo. Assim nasceu O Livro dos Espíritos. O professor Rivail imortalizou-se adotando o pseudônimo de Allan Kardec. A Doutrina codificada por ele tem caráter científico, religioso e filosófico. Essa proposta de aliança da Ciência com a Religião está expressa em uma das máximas de Kardec, no livro “A Gênese”: "O espiritismo, marchando com o progresso, jamais será ultrapassado porque, se novas descobertas demonstrassem estar em erro sobre um certo ponto, ele se modificaria sobre esse ponto; se uma nova verdade se revelar, ele a aceitará".

O ESPIRITISMO NO BRASIL
Divulgado em praticamente toda a Europa no século XIX, o Espiritismo chegou ao Brasil em 1865. Hoje, o País é o que reúne o maior número de espíritas em todo o mundo. A Federação Espírita Brasileira – entidade de âmbito nacional do Movimento Espírita – congrega aproximadamente dez mil Instituições Espíritas, espalhadas por todas as regiões do País.

Atualmente, o Brasil possui 2,3 milhões de espíritas, de acordo com o Censo 2000, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Terceiro maior grupo religioso do País, os espíritas são, também, o segmento social que têm maior renda e escolaridade, segundo os dados do mesmo Censo.

Os espíritas têm sua imagem fortemente associada à prática do bem e da caridade. Eles mantêm em todos os Estados brasileiros asilos, orfanatos, escolas para pessoas carentes, creches e outras instituições de assistência e promoção social.

Allan Kardec, o Codificador do Espiritismo, é uma personalidade bastante conhecida e respeitada no Brasil. Seus livros já venderam mais de 20 milhões de exemplares em todo o País. Se forem contabilizados os demais livros espíritas, todos decorrentes das obras de Allan Kardec, o mercado editorial brasileiro espírita ultrapassa 4.000 títulos já editados e mais de 100 milhões de exemplares vendidos.

FEB - Federação Espírita Brasileira
A Federação Espírita Brasileira foi fundada em 2 de janeiro de 1884, no Rio de Janeiro. Este ano completou, portanto, 121 anos. É uma sociedade civil, religiosa, educacional, cultural e filantrópica, que tem por objeto o estudo, a prática e a difusão do Espiritismo em todos os seus aspectos, com base nas obras da Codificação de Allan Kardec e no Evangelho de Jesus. O Departamento Editorial da FEB possui um catálogo de mais de 400 títulos que totalizam 39 milhões de livros vendidos. Todos inspirados na Codificação Kardequiana: romances, mensagens, contos, crônicas, textos científicos e filosóficos, além de CD-ROMs, vídeos, apostilas e CDs de canções espíritas.

O Movimento Espírita no Brasil

O Conselho Federativo Nacional da FEB foi criado quando na assinatura do Pacto Áureo, em 5 de outubro de 1949, pelos representantes das seguintes instituições: Federação Espírita Brasileira, Liga Espírita do Brasil, Federação Espírita do Rio Grande do Sul, Federação Espírita Catarinense, Federação Espírita do Paraná, União das Sociedades Espíritas do Estado de S. Paulo e União Espírita Mineira.

O Conselho Federativo Nacional da FEB foi criado com o objetivo de promover e trabalhar pela união dos espíritas e pela unificação do Movimento Espírita, para que as atividades de estudo, difusão e prática da Doutrina Espírita sejam fortalecidas e realizadas no seu devido tempo.

Instalado em janeiro de 1950 e integrado pelas Federações e Uniões representativas dos Movimentos Espíritas estaduais e do Distrito Federal, o Conselho Federativo Nacional substituiu o antigo Conselho Federativo da FEB, que federava diretamente os Centros Espíritas de todo o País.

Atualmente o CFN é composto pelas Entidades Federativas espíritas de todos os Estados do Brasil e do Distrito Federal (27), bem como de um quadro de Entidades Especializadas de Âmbito Nacional.

Durante a década de 1950 houve um trabalho de esclarecimento junto às entidades espíritas sobre a importância e a diretrizes da tarefa de organização e unificação do Movimento Espírita brasileiro, realizado, principalmente, pela “Caravana da Fraternidade”.

Na década de 1960 foram realizados os Simpósios Regionais de grande importância para o trabalho de unificação do Movimento Espírita: Centro-Sulino, em Curitiba (1962), Nordeste, em Salvador (1963); Norte, em Belém (1964); Centro-Oeste-Territórios em Cuiabá (1965); encerrando o ciclo com o Simpósio Nacional, no Rio de Janeiro (1966).

No início da década de 1970 foram criados os Conselhos Zonais do CFN (Norte, Nordeste, Centro e Sul) que estudavam assuntos de interesses do Movimento Espírita e que eram concluídos nas Reuniões Plenárias.

Em 1975, por proposta da representação de São Paulo, o CFN, através dos seus Conselhos Zonais, iniciou estudos mais aprofundados sobre o Centro Espírita, concluídos com a aprovação do documento “A Adequação do Centro Espírita para o melhor atendimento de suas finalidades”, em novembro de 1977, que destaca como entender e o que cabe ao Centro Espírita fazer.

Por proposta da representação do Estado do Rio de Janeiro, o CFN continuou estudando o Centro Espírita no período de 1977 a 1980, quando concluiu o documento “Orientação ao Centro Espírita”, que oferece uma série de sugestões práticas para as suas atividades básicas.

No período de 1980 a 1983 o CFN, através do seus Conselhos Zonais, estudou e elaborou um documento que trata da importância, das tarefas e das diretrizes do trabalho de unificação do Movimento Espírita, aprovado em novembro de 1983 com o título “Diretrizes da Dinamização das Atividades Espíritas”.

Em 1984 o CFN aprovou o “Manual de Administração das Instituições Espíritas”, que, por delegação, vem sendo atualizado e editado pela USEERJ, do Estado do Rio de Janeiro.

Em 1985, os Conselhos Zonais foram transformados em Comissões Regionais, proporcionando aos membros do CFN, em suas respectivas regiões, a oportunidade de trocar informações e experiências, bem como de unirem-se na realização de trabalhos que visem colocar em prática as diretrizes anteriormente aprovadas nos documentos já citados.

Através do CFN foram lançadas as seguintes campanhas: Campanha de Evangelização Espírita da Infância e da Juventude, em 1977; Campanha do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita, em 1983; Campanhas “Em Defesa da Vida” e “Viver em Família”, em 1994; e Campanha de Divulgação do Espiritismo, em 1996.

As Entidades Federativas Estaduais que integram o CFN congregam os Centros e Sociedades Espíritas sediados em seus respectivos territórios. Em alguns Estados, as suas Entidades Federativas possuem órgãos locais e regionais para facilitar a dinâmica do seu trabalho.

O CFN reúne-se ordinariamente uma vez por ano, durante três dias, para tratar de assuntos de interesse do Movimento Espírita, que visam promover, realizar e aprimorar o estudo, a difusão e a prática da Doutrina Espírita.

As bases doutrinárias e as diretrizes gerais do trabalho de unificação do Movimento Espírita realizado pelo CFN/FEB são as que constam dos documentos que compõem o opúsculo “Orientação ao Centro Espírita” e dos textos que integram a Campanha de Divulgação do Espiritismo.

Todas as Entidades que, direta ou indiretamente, integram o CFN (Entidades Federativas Estaduais, Entidades Especializadas de Âmbito Nacional, Centros e demais Sociedades Espíritas) mantêm a sua autonomia, independência e liberdade de ação. Os vínculos com o CFN tem por fundamento a solidariedade e a união fraterna, livre, responsável e conscientemente praticadas à luz da Doutrina Espírita, com vistas à sua difusão.

As Entidades que compõem o CFN aceitam a integração e a participação em seus trabalhos de todas as Instituições Espíritas que tenham por objetivo o estudo, a difusão e a prática da Doutrina Espírita com base nas obras de Allan Kardec. A tarefa principal do trabalho de unificação consiste em colaborar com essas Instituições para que possam mais facilmente alcançar os seus objetivos, aprimorando as suas atividades e mantendo as suas realizações dentro dos princípios doutrinários.

Todas as Instituições Espíritas, sediadas no território nacional, que desenvolvem suas atividades dentro dos princípios básicos da Doutrina Espírita contidos nas obras da Codificação Kardequiana estão, naturalmente, aptas a participar do esforço de unificação do Movimento Espírita, em trabalho de apoio recíproco e solidário, para uma mais eficiente difusão doutrinária.

O Movimento Espírita Internacional
CONSELHO ESPÍRITA INTERNACIONAL
Constituído em 28 de novembro de 1992, é o organismo resultante da união, em âmbito mundial, das Associações Representativas dos Movimentos Espíritas Nacionais.

Finalidades essenciais e objetivos
Promover a união solidária e fraterna das Instituições Espíritas de todos os países e a unificação do Movimento Espírita mundial;

Promover o estudo e a difusão da Doutrina Espírita em seus três aspectos básicos: científico, filosófico e religioso;

Promover a prática da caridade espiritual, moral e material, à luz da Doutrina Espírita.

Fundamento Doutrinário
As finalidades e objetivos do Conselho Espírita Internacional fundamentam-se na Doutrina Espírita codificada por Allan Kardec e nas obras que, seguindo suas diretrizes, lhe são complementares e subsidiárias.

21 fevereiro 2009

CARNAVAL

Nenhum espírito equilibrado em face do bom senso, que deve presidir a existência das criaturas, pode fazer apologia da loucura generalizada que adormece as consciências nas festas carnavalescas. É lamentável que na época atual, quando os conhecimentos novos felicitam a mentalidade humana, fornecendo-lhes a chave maravilhosa dos seus elevados destinos, descerrando-lhes as belezas e os objetivos sagrados da Vida, se verifiquem excessos dessa natureza entre as sociedades que se pavoneiam com os títulos da civilização. Enquanto os trabalhos e as dores abençoadas, geralmente incompreendidos pelos homens, lhes burilam o caráter e os sentimentos prodigalizando-lhes os benefícios inapreciáveis do progresso espiritual, a licenciosidade desses dias prejudiciais opera, nas almas indecisas e necessitadas do amparo moral dos outros espíritos mais esclarecidos, a revivescência de animalidades que só os longos aprendizados fazem desaparecer. Há nesses momentos de indisciplina sentimental o largo acesso das forças da treva nos corações e às vezes toda uma existência não basta para realizar os reparos precisos de uma hora de insânia e de esquecimento do dever. É estranho que as administrações e elementos de governos colaborem para que se intensifique a longa série de lastimáveis desvios de espíritos fracos, cujo caráter ainda aguarda o toque miraculoso da dor para aprender as grandes verdades da vida. Enquanto há miseráveis que estendem as mãos súplices, cheios de necessidades e de fome, sobram as fartas contribuições para que os salões se enfeitem e se intensifique o olvido de obrigações sagradas por parte das almas cuja evolução depende do cumprimento austero dos deveres sociais e divinos. Ação altamente meritória seria a de empregar todas as verbas consumidas em semelhantes festejos na assistência social aos necessitados de um pão e de um carinho. Ao lado dos mascarados da pseudo-alegria, passam os leprosos, os cegos, as crianças abandonadas, as mães aflitas e sofredoras. Por que protelar essa ação necessária das forças conjuntas dos que se preocupam com os problemas nobres da vida, a fim de que se transforme o supérfluo na migalha abençoada de pão e de carinho que será a esperança dos que choram e sofrem? Que os nossos irmãos espíritas compreendam semelhantes objetivos de nossas despretensiosas opiniões, colaborando conosco, dentro de suas possibilidades, para que possamos reconstituir e reedificar os costumes para o bem de todas as almas. É incontestável que a sociedade pode, com o seu livre-arbítrio coletivo, exibir superfluidades e luxos nababescos, mas, enquanto houver um mendigo abandonado junto de seu fastígio e de sua grandeza, ela só poderá fornecer com isso um eloqüente atestado de sua miséria moral.
Fonte: Revista Reformador Publicação da FEB 02/1987
Chico Xavier (médium)
Emmanuel (espírito)

Ainda sobre o CARNAVAL

“Atrás do trio elétrico também vai quem já “morreu”...”.
“Atrás do trio elétrico só não vai que já morreu...”. – Caetano Veloso

Ao contrário do que reza o frevo de Caetano Veloso, não são somente os “vivos” que formam a multidão de foliões que se aglomera nas ruas das grandes cidades brasileiras ou de outras plagas onde se comemore o Carnaval. O Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis. Se antes de compor sua famosa canção o filho de Dona Canô tivesse conhecido o livro “Nas Fronteiras da Loucura”, ditado ao médium Divaldo Pereira Franco pelo Espírito Manoel Philomeno de Miranda, talvez fizesse uma letra diferente e, sensível como o poeta que é, cuidaria de exortar os foliões “pipoca” e aqueles que engrossam os blocos a cada ano contra os excessos de toda ordem. Mas como o tempo é o senhor de todo entendimento, hoje Caetano é um dos muitos artistas que pregam a paz no Carnaval, denunciando, do alto do trio elétrico, as manifestações de violência que consegue flagrar na multidão.
No livro citado, Manoel Philomeno, que quando encarnado desempenhou atividades médicas e espiritistas em Salvador, relata episódios protagonizados pelo venerando Espírito Bezerra de Menezes, na condução de equipes socorristas junto a encarnados em desequilíbrios.
Philomeno registra, dentre outros pontos de relevante interesse, o encontro com um certo sambista desencarnado, o qual não é difícil identificar como Noel Rosa, o poeta do bairro boêmio de Vila Isabel, no Rio de Janeiro, muito a propósito, integrava uma dessas equipes socorristas encarregadas de prestar atendimento espiritual durante os dias de Carnaval. Interessado em colher informações para a aprendizagem própria (e nossa também!), Philomeno inquiriu Noel sobre como este conciliava sua anterior condição de “sambista vinculado às ações do Carnaval com a atual, longe do bulício festivo, em trabalhos de socorro ao próximo”. Com tranqüilidade, o autor de “Camisa listrada” respondeu que em suas canções traduzia as dores e aspirações do povo, relatando os dramas, angústias e tragédias amorosas do submundo carioca, mas compreendeu seu fracasso ao desencarnar, despertando “sob maior soma de amarguras, com fortes vinculações aos ambientes sórdidos, pelos quais transitara em largas aflições”.
No entanto, a obra musical de Noel Rosa cativara tantos corações que os bons sentimentos despertados nas pessoas atuaram em seu favor no plano espiritual; “Embora eu não fosse um herói, nem mesmo um homem que se desincumbira corretamente do dever, minha memória gerou simpatias e a mensagem das musicas provocou amizades, graças a cujo recurso fui alcançado pela Misericórdia Divina, que me recambiou para outros sítios de tratamento e renovação, onde despertei para realidades novas”. Como acontece com todo espírito calceta que por fim se rende aos imperativos das sábias leis, Noel conseguiu, pois, descobrir “que é sempre tempo de recomeçar e de agir” e assim ele iniciou a composição de novos sambas, “ao compasso do bem, com as melodias da esperança e os ritmos da paz, numa Vila de amor infinito...”.
Entre os anos 60 e 70, Noel Rosa integrava a plêiade de espíritos que ditaram ao médium, jornalista e escritor espírita Jorge Rizzini a série de composições que resultou em dois discos e apresentações em festivais de músicas mediúnicas em São Paulo. O entendimento do Poeta da Vila quanto às ebulições momescas, é claro, também mudou: “O Carnaval para mim, é passado de dor e a caridade, hoje, é-me festa de todo, dia, qual primavera que surge após inverno demorado, sombrio”.

“A carne nada vale”. O Carnaval, conforme os conceitos de Bezerra de Menezes, é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desaparecerão da Terra. Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura, a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem despertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promiscuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares, fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.
Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos desvarios e dos excessos, em suma.
Bezerra cita os estudiosos do comportamento e da psique da atualidade, “sinceramente convencidos da necessidade de descarregarem-se as tensões e recalques nesses dias em que a carne nada vale, cuja primeira silaba de cada palavra compõe o verbete carnaval”. Assim, em três ou mais dias de verdadeira loucura, as pessoas desavisadas, se entregam ao descompromisso, exagerando nas atitudes, ao compasso de sons febris e vapores alucinantes. Está no materialismo, que vê o corpo, a matéria, como inicio e fim em si mesmo, a causa de tal desregramento. Esse comportamento afeta inclusive aqueles que se dizem religiosos, mas não têm, em verdade, a necessária compreensão da vida espiritual, deixando-se também enlouquecer uma vez por ano.
Processo de loucura e obsessão. As pessoas que se animam para a festa carnavalesca e fazem preparativos organizando fantasias e demais apetrechos para o que consideram um simples e sadio aproveitamento das alegrias e dos prazeres da vida, não imaginam que, muitas vezes, estão sendo inspiradas por entidades vinculadas às sombras. Tais espíritos, como informa Manoel Philomeno, buscam vitimas em potencial “para alijá-las do equilíbrio, dando inicio a processos nefandos de obsessões demoradas”. Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.
Esse processo sutil de aliciamento esclarece o autor espiritual, dá-se durante o sono, quando os encarnados, desprendidos parcialmente do corpo físico, fazem incursões às regiões de baixo teor vibratório, próprias das entidades vinculadas às tramas de desespero e loucura. Os homens que assim procedem não o fazem simplesmente atendendo aos apelos magnéticos que atrai os espíritos desequilibrados e desses seres, mas porque a eles se ligam pelo pensamento, “em razão das preferências que acolhem e dos prazeres que se facultam no mundo íntimo”. Ou seja, as tendências de cada um, e a correspondente impotência ou apatia em vencê-las, são o imã que atrai os espíritos desequilibrados e fomentadores do desequilíbrio, o qual, em suma, não existiria se os homens se mantivessem no firme propósito de educar as paixões instintivas que os animalizam.
Há dois mil anos. Tal situação não difere muito dos episódios de possessão demoníaca aos quais o Mestre Jesus era chamado a atender, promovendo as curas “milagrosas” de que se ocupam os evangelhos. Atualmente, temos, graças ao Espiritismo, a explicação das causas e conseqüências desses fatos, desde que Allan Kardec fora convocado à tarefa de codificar a Doutrina dos Espíritos. Conforme configurado na primeira obra da Codificação – O Livro dos Espíritos -, estamos, na Terra, quase que sob a direção das entidades invisíveis: “Os espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?”, pergunta o Codificador, para ser informado de que “a esse respeito sua (dos espíritos) influência é maior do que credes porque, freqüentemente, são eles que vos dirigem”. Pode parecer assustador, ainda mais que se se tem os espíritos ainda inferiorizados à conta de demônios.
Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando, como já dito, sintonizamos na mesma freqüência de pensamento, também obtemos, pelo mesmo processo, o concurso dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada. Esta última é a característica de espíritos como Bezerra de Menezes, que em sua última encarnação fora alcunhado de “o médico dos pobres” e hoje é reverenciado no meio espírita como “o apostolo da caridade no Brasil”.
Fonte: Revista O Reformador